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Após completar um ano de pandemia no Brasil, novos lockdowns foram decretados em algumas cidades, influenciando diretamente no retorno ao trabalho remoto. Porém, mesmo sem data definida para voltar ao trabalho 100% presencial, algumas empresas estão reformulando seus escritórios mirando essa retomada.

Segundo o último levantamento da consultoria global KPMG, 36% das corporações já tinham voltado para os seus escritórios entre outubro e novembro do ano passado. Já entre abril e maio, apenas 12% trabalhavam presencialmente, conforme a pesquisa. 

O levantamento mostrou ainda que 46% das empresas brasileiras pretendem retornar efetivamente este ano — na primeira análise, esse índice foi de apenas 9%. Porém, visando a segurança e a saúde de todos os colaboradores, esse movimento de volta ao trabalho presencial deve seguir algumas recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

A seguir, confira quais são essas orientações, bem como as modificações que duas empresas vêm fazendo para receber suas equipes de volta.

10 medidas para retomar o trabalho presencial

Ainda em 2020, a OIT divulgou uma Nota de Orientação chamada “Um retorno seguro e saudável ao trabalho durante a pandemia da COVID-19”. Antes de tudo, veja quais são essas medidas:

  1. Formar um grupo articulado para planejar e organizar a volta ao trabalho;
  2. Decidir quando reabrir, quem retorna e como;
  3. Adotar medidas organizacionais, administrativas e de engenharia;
  4. Limpar e desinfetar o espaço regularmente;
  5. Promover a higiene pessoal;
  6. Fornecer equipamentos de proteção individual (EPI) e informar os trabalhadores qual é o uso correto;
  7. Ter uma vigilância de saúde;
  8. Considerar outros perigos, incluindo o psicossocial;
  9. Revisar os planos de preparação para emergências;
  10. Revisar e atualizar as medidas preventivas e de controle conforme a situação evolui.

No entanto, a entidade frisa que a ferramenta visa complementar e não substituir os regulamentos e orientações nacionais de segurança e saúde no trabalho. Clique aqui para ler o documento na íntegra.

Como estão as empresas na pandemia

Ficar em casa não é opção para todas as profissões, mas as empresas que puderam, adotaram o home office como uma medida neste período pandêmico. Segundo pesquisa divulgada este mês pelo Facebook, 62% das pequenas e médias empresas (PMEs) do mundo adaptaram seus negócios na pandemia. 

Conforme levantamento da empresa de recrutamento especializado Robert Half, para os profissionais em geral, a comunicação adequada com a equipe foi a maior preocupação (25%) neste modelo. Em seguida, aparece a organização e planejamento de tarefas (24%) e a proximidade com a equipe (21%). 

Já entre os gestores e recrutadores, 64% disseram que as ferramentas e estruturação para gerir pessoas nesse formato são mais desafiadores do que manter a cultura empresarial (60%), por exemplo. Outra preocupação bastante citada é a dificuldade de evitar os ruídos de comunicação (52%). Por fim, são mencionadas as dificuldades com o planejamento de médio e longo prazo (26%).

O que acontece se alguém se recusar a voltar ao escritório?

Bom, a recusa em voltar ao trabalho presencial pode render demissão. Porém, para debater essa questão, é preciso entender que há duas situações:

  1. De um lado, quando não há a garantia de isolar os riscos de infecção, essas pessoas não podem ser forçadas a se expor. Então, alternativas precisam ser encontradas pelo empregador, como liberar o teletrabalho ou adequar a estação de trabalho para aquele funcionário. Todavia, caso isso não ocorra, é possível solicitar a rescisão indireta do contrato de trabalho.
  2. Por outro lado, se a empresa está inteiramente adequada às normas, todos os trabalhadores precisam voltar ao trabalho presencial. Portanto, caso haja a recusa de alguém do grupo de risco, pode ser requerida uma demissão por justa causa.

Portanto, a grande conclusão é que, mais do que tudo, é necessário haver muita conversa e bom senso de ambas as partes para que ninguém fique no prejuízo.


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