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Assegurar o cumprimento da legislação que rege a jornada e as relações de trabalho, registrar as entradas, saídas e horas extras para gerar a folha de pagamento, garantir a confiabilidade e a transparência das informações, verificar se o colaborador está cumprindo o seu contrato de trabalho, calcular indicadores como assiduidade, pontualidade e absenteísmo: esses são somente alguns dos aspectos práticos que justificam a necessidade do uso do ponto eletrônico nas empresas.

Mas muito além do controle automático da jornada de trabalho e do cumprimento de uma premissa legal, o sistema de ponto eletrônico fornece indicadores preciosos sobre o comportamento dos indivíduos, a dinâmica das equipes e o ambiente organizacional como um todo.

Veja a seguir alguns indicadores que devem ser conferidos e quais questionamentos podem ser feitos a partir dos relatórios e dados obtidos do sistema de ponto eletrônico para ajudar os gestores e o corpo diretivo da empresa a exercer uma gestão de pessoas humanizada e mais assertiva.

Colaboradores com muitas horas extras mensais

Eventualmente é necessário que o funcionário trabalhe por um tempo além do horário normal. Mas se esse comportamento é constante, isso é um sinal de alerta. É possível que essa pessoa esteja com sobrecarga de tarefas ou com dificuldades para organizar seu tempo e suas atividades.

O excesso de trabalho, quando recorrente, causa fadiga física e mental, é desmotivante, prejudica a qualidade de vida e, consequentemente, a qualidade das entregas.

Ao identificar um caso assim converse com o colaborador e avalie:
As responsabilidades estão bem distribuídas na rotina?
As metas estipuladas precisam ser ajustadas?
Outros membros da equipe podem absorver algumas atividades dele para equilibrar a divisão de tarefas?
O grau de dificuldade da tarefa está adequado ao perfil de conhecimento?

Equipes com muitas horas extras mensais

Da mesma forma, uma equipe ou departamento inteiro com acúmulo de horas extras pode indicar melhorias a serem feitas.
Os membros da equipe são capacitados para as tarefas que desempenham? Há necessidade de um treinamento ou reciclagem de conhecimentos?
Existe algum processo que possa ser simplificado ou automatizado?
Será que não está na hora de contratar mais uma pessoa?
O gestor está engajado com a equipe no dimensionamento e aceitação das atividades?
A equipe está envolvida na estimativa das atividades?
As atividades estão sendo priorizadas da forma correta?

Colaboradores com muitas faltas ou com altos índices de atrasos

Essas condutas podem ser interpretadas como falta de comprometimento ou de maturidade, fazendo com que os profissionais fiquem mal vistos aos olhos dos gestores e de outros membros da equipe. Porém, faltas e atrasos frequentes podem ter causas diversas e é importante identificá-las.
Como é a dinâmica entre esse funcionário e outros membros da equipe? Existe algum conflito que precise ser mediado?
Essa pessoa está com algum problema de ordem pessoal ou familiar?
Existe alguma condição de saúde que demande atenção ou afastamento temporário?
Algum outro fator pode estar afetando negativamente a motivação?
Está totalmente claro para o funcionário o que se espera dele nesse sentido?
Existe algum fator interno na empresa que esteja afetando?
Os horários no contrato de trabalho estão de acordo? Seria viável flexibilizar o horário de entrada?

Esses são alguns exemplos práticos das análises que as empresas podem e devem fazer acerca da gestão de ponto dos colaboradores para que ela seja não apenas um meio de controle e sim uma ferramenta de diagnóstico, de identificação de pontos de melhoria e de oportunidades de desenvolvimento humano.

Restou alguma dúvida? Então não deixe de entrar em contato conosco, preenchendo o nosso formulário eletrônico. Será um prazer conversar com você sobre esse assunto!

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