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Conforme um estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o modelo tradicional de trabalho presencial tem poucas chances de ser retomado após a pandemia. Segundo a pesquisa, houve um aumento de 30% na adoção do home office nas corporações brasileiras em 2020. 

Mas o número pode ser ainda maior com o passar do tempo. Afinal, com a abrupta alteração na dinâmica de trabalho diante de um cenário pandêmico sem precedentes, os negócios de diversos tamanhos e segmentos puderam observar os benefícios do teletrabalho. Empresas como Banco do Brasil e Petrobras, por exemplo, já anunciaram que parte dos colaboradores não voltarão a seus escritórios, com uma meta de cerca de 10 mil funcionários em home office.

Por tratar-se de uma modalidade de trabalho incomum no Brasil até 2020, as leis vêm sendo adaptadas para contemplar o novo formato. Porém, elas podem sofrer interpretações divergentes do ponto de vista jurídico. Neste sentido, se a sua empresa tem como objetivo adotar o home office de forma definitiva ou híbrida, é importante estar atenta à legislação.

Abaixo, veja três dicas importantes para realizar a transição do modelo tradicional e tornar o novo regime de trabalho vantajoso não apenas para a empresa, mas também para o colaborador. 

1. Controle da jornada 

O controle formal da jornada de trabalho continua sendo uma exigência para o home office integral ou híbrido. Mas, assim como acontece no trabalho presencial, a carga horária deste modelo segue as mesmas normas e precisa ser acompanhada por meio de uma gestão de ponto. Portanto, para tornar a prática viável, é muito importante adotar um sistema de controle de jornada que possa adaptar-se à nova realidade. 

Para o modelo híbrido, é fundamental escolher uma solução capaz de atender aos dois cenários. Afinal, saber com exatidão os dias trabalhados tanto no home office quanto no presencial e possuir todas as informações e cálculos efetuados de forma centralizada é um diferencial para facilitar a gestão do RH.  

O aplicativo móvel Link Rh, por exemplo, é uma opção prática, segura e de fácil customização. Dessa forma, a empresa evita contratempos — como passivos trabalhistas — em decorrência de horas extras não registradas e carga horária excedente. 

Por fim, a forma como o ponto é registrado também deve ser observada, prevendo estes dois cenários. O ideal é que os colaboradores possam fazer o registro via relógio de ponto quando presencial e via app aplicativo para controle de ponto quando em home office. Isto vai facilitar na liberdade e flexibilidade na gestão da jornada de trabalho.

2. Adequação ao contrato de trabalho

Em grande parte dos casos, o home office foi adotado em caráter emergencial, em decorrência de um evento fora do controle das empresas. Porém, se há intenção de manter essa dinâmica de trabalho, é importante fazê-la constar no contrato individual do colaborador. 

Nesse sentido, um aditivo contratual formaliza a possibilidade do trabalho remoto e expressa a concordância de ambas as partes com a nova condição. Desta forma, o documento detalha como o trabalho deve ser realizado — se a empresa fornecerá os equipamentos necessários ou se haverá compensação de gastos, por exemplo. 

Embora não seja uma obrigação, a iniciativa serve como garantia para ambas as partes  e fortalece a transparência entre a empresa e o colaborador. Afinal, esta relação é contratual e deve ser cumprido em sua totalidade. Com isto claro, é fundamental estabelecer os direitos e obrigações de ambas as partes no contrato de trabalho, sempre respeitando a Lei e acordos coletivos e individuais.

3. Cuidados com a saúde mental 

Por sermos seres sociais, todos nós sentimos a necessidade de estarmos na presença de outras pessoas. Portanto, ao limitar a interação, o trabalho remoto pode tornar-se um obstáculo para manter os colaboradores  engajados e motivados a médio e a longo prazo.

Sendo assim, é importante que os gestores criem novas formas de estimular a interação e a troca de experiências entre as equipes, ainda que no ambiente virtual. As ações devem ser coordenadas na empresa como um todo para, assim, reforçar o sentimento de pertencimento e manter a produtividade em níveis saudáveis.


Como observamos, o home office veio para ficar, mas a sociedade ainda passa por uma fase de mudanças que demanda ajustes individuais e coletivos. Quer saber como a Velti pode ajudá-lo na transformação digital do seu RH? Entre em contato e conheça as melhores soluções para o seu negócio.